Finalmente, foi definido hoje o novo presidente dos Estados Unidos. O democrata Barack Obama saiu vitorioso e com números bastante expressivos, em se tratando de uma campanha política para a presidência do seu país. Apesar de ser público e notório que Obama angariou mais recursos para propaganda do que seu adversário, John McCain, um diferencial marcou bastante a comunicação desse pleito.
A investida de ambos em direção à internet. E nesse caso, Obama ganhou o prestígio de ter sido o político que inaugurou a utilização da rede, em peso, para comunicar-se com eleitores. Desde o início de sua campanha, o trabalho do senador norte-americano realizado junto à internet é destaque no mundo todo.
A surpresa são os números. Segundo a ComputerWorld/EUA, “no dia 21 de outubro, por exemplo, Obama obteve mais de 84 milhões de visualizações para seus vídeos no You Tube enquanto McCain obteve 22 milhões”. Numa rede social, a Meetup, Obama contava com mais de 14 mil membros apoiadores. Na última segunda-feira (03/11), um dia antes da eleição, havia mais de 11 mil citações ao nome de ambos os candidatos somente na blogosfera.
E a conexão não pára por aí. No Facebook, Obama possui mais de 2 milhões de apoiadores, além de 830 mil no MySpace. A ComputerWorld/EUA informou ainda que “os candidatos se voltaram à internet durante os últimos dias de campanha com recentes ações, incluindo o lançamento de um aplicativo para iPhone, feito por Obama e uma ação de questionário para usuários na ferramenta de rede social profissional LinkedIn”.
Até o mecanismo de buscas do Google entrou na análise. “A busca pelos termos ‘Obama’ e ‘neighbor to neighbor’ (vizinho a vizinho) no Google retorna 479 mil resultados, e a busca por ‘McCain’ e ‘voter to voter’ retorna 325 resultados.”
É indiscutível que o mixer media praticado pelos candidatos – TV, rádio, impressos – ajudou a aumentar a audiência e a relevância das ações na internet, mas também é inegável que a rede foi fundamental para a proliferação das plataformas políticas, bem como no papel de termômetro das intenções de voto.