O Blog da Snap já publicou alguns posts que, baseados em reportagens e estatísticas de fontes respeitadas, esclareciam alguns mitos corporativos e comportamentais. A falta de habilidade dos idosos para lidar com soluções tecnológicas e o inexistente potencial de compra das classes baixas no comércio eletrônico são alguns exemplos destes graves erros de percepção. Hoje, mostraremos outro mito comum em conversas entre gestores: “investimento em tecnologia é coisa de empresa grande”.
Você já deve ter ouvido – ou até mesmo vivido - esta estória: empresários reunidos em suas salas, buscando alternativas para aliar o corte de custos e o crescimento corporativo à perspectiva de diferenciarem suas empresas no mercado competitivo. O papel rabiscado em frente ao gestor indica algumas alternativas para que este cenário promissor seja estimulado: investimento em publicidade, substituição do produto ofertado, migração para outros mercados, entre outras. No entanto, quando perguntados sobre a possibilidade de investir em tecnologia, a resposta é clara e objetiva: “Impossível, somos uma empresa pequena. Nem penso nisso.”
Imaginar que as soluções tecnológicas somente constituem o foco estratégico de empresas grandes é um erro fatal. Incorporar a tecnologia aos negócios da sua empresa – independentemente do seu porte – permite que novas oportunidades sejam detectadas e que este novo valor seja percebido pelos clientes.
O jornal Gazeta Mercantil publicou, no dia 29 de novembro, um suplemento especial sobre a implantação de ferramentas tecnológicas em pequenas e médias empresas. O artigo, escrito por Fernanda Ângelo, recebe o título “Tecnologia incorporada aos negócios” e mostra algumas mudanças de comportamento dos gestores em relação ao novo cenário competitivo.
“O faturamento é menor. O lucro também. Ainda assim, tanto quanto suas rivais de grande porte, as pequenas e médias empresas buscam incessantemente por tecnologias que as ajudem a aumentar sua produtividade”, comenta o artigo.
Quando lemos “pequenas e médias” empresas não podemos esquecer que 98% das empresas no Brasil estão inseridas nestas categorias, de acordo com o SEBRAE – Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa. Prever o potencial produtivo destes mercados sem o incentivo tecnológico de soluções de CRM, atendimento online e gerenciamento de conteúdo, por exemplo, seria arriscado.
O artigo comenta ainda que “até bem pouco tempo as soluções exigiam altos investimentos em infra-estrutura tecnológica para garantir o seu bom funcionamento, o que inviabilizava sua adoção por empresas de pequeno porte.” As empresas que fornecem tecnologia perceberam esta limitação e começaram a oferecer soluções em formatos dinâmicos – como serviços, por exemplo - e facilmente adaptáveis aos objetivos dos clientes menores.
Neste cenário de mitos tecnológicos e competitividade acentuada, você já sabe que sua empresa precisa descobrir soluções de verdade e adequá-las ao seu negócio. Parar de acreditar? Claro que não. Mas acreditar no seu potencial corporativo vem sempre em primeiro lugar.