Muitos já ouviram falar de web 2.0 e suas vantagens. Apesar das definições nem sempre idênticas – alguns consideram as facilidades de navegação e o desenvolvimento de aplicativos amigáveis como principal argumento – a maioria concorda que a web 2.0 está provocando transformações radicais na forma como consumidores, pessoas e empresas interagem.
De que maneira esta transformação influi na maneira como os clientes se relacionam com a sua empresa? Primeiro, é preciso perceber que, a partir do momento em que os clientes se propõem a gerar conteúdo, menos chances sua empresa tem de disfarçar estratégias que os desaprovem. Segundo, é preciso acompanhar o comportamento dos usuários e entender que eles podem, sim, estar do seu lado caso suas necessidades sejam satisfeitas com rapidez e qualidade.
A revista Consumidor Moderno publicou uma edição especial sobre as relações de consumo no Brasil, em novembro de 2007. O artigo “Com a palavra, o consumidor”, escrito por Tatiana Alcalde, traz informações importantes sobre os reflexos da transformação comportamental do consumidor para as empresas.
“A nova era habilita a criação da própria informação, aumentando a tendência à colaboração e ao compartilhamento de informações e experiências. O consumidor 2.0 está mais próximo das empresas, ajudando, criticando, sugerindo e exigindo mais”, diz o artigo.
Não é mais possível imaginar estratégias em salas fechadas. Deve-se, sim, aceitar que o comportamento dos consumidores não apresenta sinais de lentidão e que a comunicação é cada vez mais rápida. Muitas empresas já gerenciam seus conteúdos com rapidez e segurança e estimulam o diálogo com seus consumidores através de blogs, newsletter, fóruns e FAQs.
“Antigamente, a comunicação era um caminho de mão única, que seguia da empresa para o cliente. Agora, as novas tecnologias permitem uma comunicação de mão dupla”, comenta o artigo.
Aliás, é importante que as empresas não lamentem esta comunicação de mão dupla. É justamente a troca deste conteúdo que permite a detecção de soluções inéditas e o estreitamento das relações entre os clientes e as empresas. O que merece atenção é a rapidez com que as decisões devem ser tomadas. Esperar o melhor momento para entrar no ritmo pode ser tarde demais.
Bill Gates, criador da Microsoft, anunciou sua saída da empresa nesta semana – trabalhará somente para as causas filantrópicas da Fundação Bill e Melinda Gates. Em seu discurso disse que esta primeira década foi apenas o princípio. E completou: “nada vai nos segurar na segunda década digital, que estará mais focada em conectar pessoas e nas necessidades do usuário.”
Será que as empresas ainda têm dúvidas sobre o melhor caminho a seguir?