Quando pensamos em tecnologia e informatização dos processos nas empresas, notamos que os clientes demandam, cada vez mais, alternativas que facilitem suas decisões. Como comentado no post anterior, antecipar-se a essas tendências é crucial para que as corporações conquistem uma posição otimista no futuro. No entanto, práticas governamentais responsáveis são essenciais para que todas as camadas da sociedade acompanhem este cenário e estejam prontas para assimilar os impactos decorrentes desta nova realidade.
Na última sexta-feira, 26 de outubro, foi divulgado um relatório pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – intitulado “Perfil dos Municípios Brasileiros de 2006”. A novidade está justamente na análise do tema inclusão digital, abordado pela primeira vez desde a criação do relatório, em 1999.
Democratizar o acesso às informações, permitindo a inserção da sociedade na informatização das suas atividades, permite que todos produzam e distribuam conhecimento relevante. De acordo com a pesquisa do IBGE, 52,9% dos 5.564 municípios brasileiros possuíam algum plano ou política de inclusão digital em 2006. A disponibilização de computadores para uso público e a criação de telecentros são exemplos que movimentam favoravelmente estas estatísticas.
O relatório determina ainda a existência de relação direta entre a política de inclusão digital e o tamanho da população. Considerando-se os municípios com mais de 500 mil habitantes, 91,7% promovem iniciativas de inclusão social, com destaque para as regiões Sul (59,4%), Sudeste (57,9%) e Centro-Oeste (52,6%), no que diz respeito ao fomento do uso público de computadores.
O IBGE detectou que os municípios que mais criaram telecentros por iniciativa da prefeitura estão compreendidos nos Estados de Tocantins (69%), Bahia (65,6%) e Rio Grande do Norte (63,6%).
O grau de informatização nas próprias administrações municipais também foi considerado no relatório. Em 2006, 99,9% dos municípios tinham computadores em suas administrações. Entre estas, 96,8% possuíam acesso à Internet. No caso dos municípios com mais de 500 mil habitantes este número sobe para 100%.
Independentemente da variação percentual entre cada região, o estímulo à disseminação tecnológica deve ser alicerçado no comprometimento governamental e os números ainda precisam ser impulsionados. A responsável administração destes investimentos facilita a inserção digital de maneira mais democrática e sem gastos desnecessários.
A longo prazo, governo e sociedade perceberão que, com alguns cliques, ajudaram a transformar o país dos que sonham no país dos que realizam.