Quando uma empresa como a IBM parte para o investimento pesado em processos colaborativos, com o envolvimento de sua alta gerência, é preciso olhar com atenção essa postura.
A história não é nova. O especialista Don Tapscott, um dos autores do renomado livro Wikinomics, já escreveu sobre o assunto, relatou como a IBM abriu sua estrutura e filosofia de trabalho para o mercado Open Source, e descreveu os resultados positivos obtidos pela empresa na guerra da concorrência com gigantes do setor.
O que a IBM tem feito é acreditar numa estratégia definida como Sonar (Social Network Architecture) para o desenvolvimento de softwares voltados para o ambiente da web 2.0.
Por outro lado, apesar do discurso favorável, e muitas vezes entusiasta, dos defensores da nova plataforma da internet, ainda há muito espaço a ser ocupado por empresas que adotam as estratégias colaborativas como ferramenta de comunicação e de relação com sua rede de contatos.
Estudo publicado pela McKinsey, com base no mundo dos negócios, apresenta números expressivos, que apontam para uma realidade na web 2.0 onde “75% das empresas a utilizam para gerenciar a colaboração internamente, 70% na interface com os consumidores e 51% na relação com fornecedores e parceiros” (Fonte: www.itweb.com.br).
Mesmo diante desses bons percentuais, a avaliação da McKinsey é que falta uma cultura de colaboração pensada a longo prazo, ou seja, que trabalhe as redes sociais como uma plataforma eficiente para geração de grandes negócios. A conclusão: mesmo com importantes corporações envolvidas até o último fio de cabelo na web 2.0, a caminhada ainda é longa.