Acesse como experiência o site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br) e digite na busca uma palavra-chave qualquer a respeito de um livro que você procura. Caso seja uma palavra utilizada com freqüência é bem provável encontrar a obra desejada com facilidade, assim como diversas outras sugestões de livros que correspondam ao termo.
Mas se a palavra digitada for uma referência ambígua, desconhecida ou pouco utilizada, a chance de aparecer livros que nada têm a ver com a sua busca é grande. Entre os critérios utilizados pela Cultura, e por diversas outras empresas do gênero, figuram como principais a indicação que os compradores (ou usuários do site) sugerem para tal produto.
Sempre que alguém realiza a aquisição de um livro pelo site existe a opção de “tagear” a compra. “Tagear” é um verbo/versão oriundo do inglês “Tag”, que significa etiqueta – portanto, o ato seria algo como “etiquetar” ou “etiquetagem”. É um princípio baseado nos conceitos de taxonomia, que são utilizados em disciplinas como a Antropologia e que servem como ferramenta de classificação.
Atualmente, esse recurso tomou conta da web e conta com a justificativa de que é muito importante saber como os usuários entendem os referenciais a determinados produtos. Antes, uma pessoa ao entrar numa livraria para comprar um livro sobre pescaria, por exemplo, certamente iria para a seção de “Lazer”, pois a direção da empresa assim a definia. E se o consumidor entendesse esse livro como algo de “Esporte”?
Pois bem, agora os consumidores “etiquetam” os produtos da forma que os entendem e as empresas estão disponibilizando essa alternativa de classificação em seus sites como meio de facilitar os mesmos a encontrar o que procuram.
Um bom exemplo nessa área citado pelo especialista em Arquitetura de Informação, Guilhermo Reis, em palestra recente, foi o da fabricante de eletrodomésticos Brastemp. No site da empresa, detectou-se um grave desvio de usuários para outros sites durante a navegação em busca por geladeiras. A questão é que o site da Brastemp nomeia esta categoria apenas como “Refrigeradores”, quando os internautas relacionam o produto pelo outro nome.
Em se tratando de imobiliárias, será que os seus clientes entendem o que são imóveis novos e seminovos ou os classificariam de outro jeito?