Os desenvolvedores de software são profissionais altamente especializados no assunto. Não poderia ser diferente. É necessário que não só conheçam muito bem aquilo que estão produzindo, como também dominem todos os meandros da tecnologia que estão prestes a colocar no mercado.
Criar um software requer experiência, tempo, paciência e muita dedicação. E não é raro, depois de dispensar enorme trabalho sobre um projeto desse gênero, constatar um “pau” – como é dito no jargão do segmento – e ver parte do investimento ir por água abaixo. Para quem lida com tecnologia no dia-a-dia essa realidade é uma constante.
Com o avanço da integração proporcionada, principalmente, através das plataformas 2.0 (leia-se comunidades, fóruns, blogs e outros) um batalhão de desenvolvedores vem se reunindo em grupos sólidos e fortes, e dando pano pra manga a uma tendência batizada de Open Source – resumindo, os softwares de código aberto, ou apenas, softwares livres.
Já existem especialistas, empresas e internautas prevendo o fim do software pago a curto prazo. No entanto, é preciso estar atento a algumas questões. Mesmo com a existência de diversas opções de softwares abertos para mercados segmentados, poucos são aqueles que foram desenvolvidos levando em consideração a total expertise do setor a que se destinam.
É fato que os desenvolvedores são “feras” em tecnologia, mas é caso, também, que desconhecem o cotidiano do usuário segmentado. É por isso que os softwares abertos, muitas vezes, são muito generalizados, muito abrangentes. Inclusive, quem navega pelos fóruns de debates das mais importantes iniciativas do gênero pode perceber facilmente que os “paus” nessa modalidade ocorrem justamente quando há necessidade de um uso mais detalhado.
Explico. No caso de imobiliárias, por exemplo, é muito importante que a empresa fornecedora de uma tecnologia para o setor saiba as reais necessidades da área. Pode até não haver muita diferença técnica entre um desenvolvedor, ou comunidade, de Open Source para o profissional de uma empresa de tecnologia que oferece softwares “tradicionais”, mas o conhecimento e a experiência do segundo na atividade segmentada é algo salutar para o sucesso da ferramenta.
Do outro lado, o cliente, dono de uma imobiliária, quer ver a tecnologia funcionando corretamente. Cabe ao fornecedor garantir a segurança do seu produto, que pode muito bem ser oferecida através da junção das duas propostas. Juntas, existe um ótimo caminho. Este, sim, a longo prazo.